Definhamento?

Acho interesse os nomes que alguns profissionais vão dando e batizando o que acontece, na verdade nomear é uma forma de encarar e tentar definir. Como psicoterapeuta promovo essa percepção.

Em abril de 2021, o psicólogo norte-americano Adam Grant escreveu um artigo para o jornal The New York Times no qual afirmava que a sensação persistente de desânimo e mal-estar que as pessoas sentiam durante a pandemia tinha um nome: definhamento (em inglês, languishing). Trata-se de um estado mental onde faltam alegria e propósito, capaz de embotar a concentração e a motivação.

Em 2020 em meu livro havia chamado de Angústia e Ansiedade e disse que seriam os sentimentos pós Pandemia.

Tem a ‘Sociedade do cansaço” e outros livros do gênero para tentarem definir as pessoas oprimida pelas pressões da vida contemporânea.

Era claro, pelo menos para mim, que após um período de isolamento, fragilidade e vulnerabilidade mundial social, excesso de tecnologia a sociedade teria reflexos avassaladores pelas pressões profissionais(acompanhar a tecnologia), desconexão social e com a natureza além da inatividade física( estagnação de energia).

Nesta brecha apareceu o livro: “Languishing: How to Feel Alive Again in a World That Wears Us Down”, de Corey Keyes, tradução: Definhando: como se sentir vivo novamente em um mundo que nos esgota.

Esse livro explora o abrangente do estado de cansaço mental, muitas vezes referido como definhamento, Keyes, sociólogo da Emory University, examina as causas e efeitos do enfraquecimento, que pode levar a sentimentos de desmotivação, vazio e falta de propósito.

Define o “definhamento” como um estado de apatia, vazio e estagnação mental entre a saúde mental e a doença. As pessoa estão sem graça, perambulando, tentando achar uma data, um campeonato, eleições…festas, shows…dinheiro, sucesso, aparência, alguma motivação e razão de viver.

Pessoas que se definham têm maior probabilidade de se sentirem fora de controle de suas vidas, incertas sobre o que desejam para o futuro e paralisadas diante de decisões. Se não for controlada, a definhar não apenas impede nosso funcionamento diário, mas também abre caminho para doenças mentais graves e mortalidade precoce.

O livro descreve Angústia/Ansiedade didaticamente e dá o nome de Definhamento, fala assim:
Se você está se arrastando pelo dia como se estivesse em uma névoa, muitas vezes esquecendo por que entrou em uma sala…
Se você se sente emocionalmente esgotado, sem energia para socializar ou sentir alegria nas pequenas coisas…
Se você sente um vazio interior — como se algo estivesse faltando, mas você não tem certeza do quê…”

Keyes enfatiza a importância de funcionar bem, em vez de buscar soluções rápidas para melhorar o humor, e incentiva os leitores a controlarem suas emoções, a se tornarem mais receptivos a si mesmos e aos outros, e a reservarem momentos diários para atividades que criem ciclos de significado, conexão e crescimento pessoal.

Ele dá a receita para o que chama de Florescimento: para o “Florescimento”: A obra oferece planos de ação para recuperar o sentido de propósito, a curiosidade, construir relações de confiança e encontrar alegria nas pequenas coisas: Nada de especial ou além do que um profissional de Saúde Mental sabe e recomenda:

  • Aprenda algo (estude, hobby, idioma, desenvolva habilidades)
  • Invistir em relacionamentos(Procure pessoas em quem confia para conversas profundas), agora a coisa pega, já que tem gente que só busca aplausos e não lida com diferenças kkkk
  • Busque a espiritualidade e a transcendência- Colocaria em primeiro lugar.
  • Encontre um propósito(esse viria em segundo kkk)
  • Encontre tempo para se divertir: Participe de atividades apenas por prazer, sem foco em resultados. Sim tem gente que gosta de competições, Meu Deus como competir me estressa kkk.

Reformular sua vida, busque ajuda. A Sociedade está doente, a felicidade está nas coisas simples.

Foto por igovar igovar em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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